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Fast fashion x Slow fashion

Atualizado: 5 de Jun de 2019

Muito se falou na última década do movimento fast fashion onde o padrão de produção e consumo no qual os produtos de moda são fabricados, consumidos e descartados são extremamente rápidos. Nessa categoria estão marcas como a ZARA, H&M, GAP e no Brasil marcas como a Riachuelo, Marisa e Hering também aderiram à tendência. Nesse modelo de negócio as empresas produzem peças parecidas com as de marcas mais renomadas porém com qualidade inferior. Os mesmo tipos de produtos circulam por todos os lugares, sem produzir peças com particularidades locais, o que barateia muito o produto final. Para compensar a produção de peças iguais em larga escala a distribuição é feita de forma fragmentada o que dá a sensação de exclusividade aos consumidores e evita que sobrem peças. Mas algumas questões começaram a ser levantadas sobre esse padrão rápido de produção e consumo de moda. Estudos da fundação Ellen McArthur estimam que o valor das roupas descartadas de forma prematura hoje é de US$400 bilhões por ano. No fast fashion grande parte da produção é feita de tecidos não biodegradáveis como o polyester que podem permanecer em aterros por até 200 anos, além dos impactos sociais. É verdade que a fabricação de roupas ajudou a estimular o crescimento de economias em desenvolvimento mas relatórios do departamento de trabalho dos Estados Unidos comprovam a existência de trabalho infantil e forçados na indústria da moda em Bangladesh, Brasil, China, Índia, Indonésia, entre outros.

Não há dúvidas de que a necessidade de se produzir em ciclos mais curtos geram pressão sobre os recursos tanto da natureza quanto humanos colocando os lucros à frente do bem-estar humano mas qual seria a alternativa a esse sistema de produção? Modelos de negócios baseados na longevidade maximizando a vida útil das roupas seriam uma opção para diminuir o impacto ambiental dessa indústria, menos baseados na moda do momento e mais na qualidade e intertemporalidade das peças. Essa contraposição ao fast fashion começou a ser chamado em alguns blogs e artigos de moda de slow fashion. A prática do slow fashion preza pela diversidade, priorizando o local em relação ao global e prega a prática de preços que incorporem custos sociais e ecológicos mantendo a produção em pequena e média escala diminuindo a intermediação entre o produtor e consumidor. Aqui no Brasil esse movimento ainda encontra poucos adeptos tanto do lado das empresas quanto dos consumidores mas algumas empresas vão trilhando esse caminho pensando em questões além da necessidade imediata de consumo das pessoas mas também no impacto para o meio ambiente e no bem estar das pessoas que fazem parte dessa indústria.


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